Segundo a agência Reuters, não há indícios de que seja algo diretamente ligado às tensões regionais geradas pelo programa nuclear da Coreia do Norte e, no passado, anúncios semelhantes disseram respeito a acontecimentos relativamente menores.
O jornalista Steve Herman, do Voice of America, serviço internacional de notícias financiado pelos Estados Unidos, disse nesta quinta que fontes governamentais dos EUA afirmam que aparentemente a Coreia do Norte posicionou um dispositivo nuclear em um túnel e pode detoná-lo na manhã do próximo sábado. "Este seria o sexto teste nuclear da Coreia do Norte", diz o jornalista em sua conta no Twitter.
O site 38 North, da Universidade Johns Hopkins, analisou imagens de satélite da região em que a Coreia do Norte realizou seus testes nucleares e afirma que há uma movimentação no local.
Nesta quarta, um jornal chinês disse que a Coreia do Norte deve suspender qualquer plano de atividade nuclear "para a sua própria segurança".
Cerca de 200 correspondentes estão em Pyongyang para as comemorações do 105º aniversário de nascimento do ex-presidente e fundador do regime, Kim Il Sung, em 15 de abril, a maior data nacional norte-coreana, chamada de "Dia do Sol".
Tensões
As tensões se acirraram acentuadamente na península coreana, com especulações sobre uma possível ação militar dos EUA, após o ataque na semana passada contra a Síria e em meio a preocupações de que o regime norte-coreano possa em breve realizar seu sexto teste de lançamento nuclear.
Nesta quarta-feira, a mídia estatal norte-coreana alertou para um ataque nuclear contra os EUA a qualquer sinal de uma ação militar preventiva dos americanos. O jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmun disse que o país está preparado para responder a qualquer agressão dos EUA.
Nesta quinta, o presidente americano Donald Trump disse que enviará à Coreia do Norte uma armada (uma poderosa frota de navios), diante das ameaças do regime de Pyongyang. A declaração foi feita um dia depois de conversar com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre o aumento das tensões com o regime liderado por Kim Jong Un.
Conversa entre Trump e Xi Jinping
Nesta terça (12), em uma mostra de crescente exasperação, Trump advertiu a China, principal aliado do regime norte-coreano, de que estava disposto a resolver o problema norte-coreano sem sua ajuda. Como resposta, o presidente chinês ligou para o americano, apenas alguns dias depois do primeiro encontro de ambos na Flórida, para expressar interesse em manter a coordenação com Trump em relação a Pyongyang.
Xi defendeu na conversa com Trump "resolver os problemas através do diálogo", informou a rede de TV oficial chinesa, "CCTV", e reiterou que o Executivo em Pequim continua comprometido com a desnuclearização da península coreana e procura manter a paz e estabilidade na região.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/K/Q/K9Iu1MStWK6phr38Ag9g/untitled-2017-04-07t185047z-884158565-hp1ed471d2w62-rtrmadp-3-usa-china-carlos-barria-reuters.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário