
O imposto dos carros vai ficar entre 3% e 25%, dependendo do motor, até o fim do ano. Se voltassem à alíquota normal, como era esperado, ficaria entre 7% e 25%.
O IPI de móveis, painéis, revestimentos de móveis e luminárias foi mantido em 4%, e não subiu para o patamar de 5%, que vigorava antes do início das desonerações.
No caso de luminárias, será mantida a alíquota de 12%, em vez do índice cheio de 15%.
Foram feitos dois anúncios separados na tarde desta segunda. O de automóveis foi feito primeiro, pelo ministro Guido Mantega, após reunião com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo.
"Vamos manter estas alíquotas até dezembro, para estimular as vendas do setor", afirmou Mantega.
Os emplacamentos de veículos estão em baixa neste ano, em relação a 2013. De janeiro a maio, a queda é de 5,4% sobre o mesmo período do ano passado. "Nossa expectativa com a manutenção destas alíquotas é ter um segundo semestre melhor do que o primeiro", afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Moan. O executivo, no entanto, não quis adiantar números das vendas do semestre, que devem ser divulgados nos próximos dias.
IPI de carros
Os descontos para o IPI em carros começaram em maio de 2012, também em virtude da queda nas vendas e aumento no estoque das montadoras e das lojas.
Os descontos para o IPI em carros começaram em maio de 2012, também em virtude da queda nas vendas e aumento no estoque das montadoras e das lojas.
A alíquota sofreu um primeiro aumento no ano passado e um outro em janeiro deste ano, que não valeu para os carros populares (com motor 1.0). Para esses veículos, o IPI continua em 3%. Se voltasse à alíquota normal, subiria para 7%.
Para carros com motor entre 1.0 e 2.0 flex, a alíquota do IPI será mantida em 9%, a mesma desde janeiro passado. Até o fim de 2013 ela estava em 7%. Se fosse retomada de forma integral, chegaria a 11%.
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